quarta-feira, 4 de março de 2009


Cascas do meu solo desprendem-se
do meu pé
enquanto escalo muro alheio
na busca de um amor,
um devaneio
Caio na tentativa, ferido pelos
cacos de vidro da proteção do mundo diverso
Volto a ficar imerso
na solidão do meu território
eterno, nada transitório
Pertenço ao mundo dos sós
sem conseguir desatar meus nós
Inundo-me nas minhas próprias lágrimas
e fico a escrever as páginas
dos poemas sem razão
sem senso
sem direção
Sou um nada otário perdido a esmo
não consigo nem ser eu mesmo


by cláudio bettega, em 16.10.2006