terça-feira, 18 de setembro de 2007

Poemas do Aaron

Apresento aqui dois poemas de meu amigo e colega de teatro Aaron Ramathan, que além de escrever poesia, compõe músicas ao violão e atua muito bem. Merda, brother!!!!


O Vinho

De um simples gole de vinho
Abuso o copo
não tenho pena deste litro que se esvazia
e nem raiva por me deixar só
Sou simples no olhar
Sinto seu cheiro
E vou logo cantar
Desta fruta que mancha a boca
Resta a mente
Espandindo aquilo que chamo
Pensamento


Insenso

Com um perfume suave
vejo a beleza na fumaça
que hora sublime e imensa
ora retilínia e escassa
como lenços que se dobram leves
um balé de magia sopra
e ao céu, seu fluxo segue calmo
imagino a paz e a perfeita harmonia
a cinza cai como despenca um côco
vai se acabando ao som de harpas
e cada vez mais mudo
volto escutar as freiadas

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

TALENTO

É com talento que se
vence o tempo,
produz-se o invento,
mata-se a pasmaceira e se
muda o comportamento.
É com talento que se
sobe ao palco, seja ele
real ou metafórico,
seja para se encenar um
drama ou declamar
um poema eufórico.
É com talento que um
mambembe qualquer vive,
passa a ser estrela e nos
transfere a mambembice. Foi com talento,
modéstia às favas,
que compus este breve
momento de poesia,
acabando com um tormento na
minha cabeça,
que nada tem
de vazia.

em 03.05.2007, by cláudio bettega


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

MAIS UM BROTHER POETA!!!!!!!



Conversa Cotidiana
( João Kozak)

Um olho!
Tinha retina, cristalino
e pupila (dilatada)
Me sorriu, conversou
e... beijou.
Quando se consumou,
Largou- me como mão contra o fogo.
Olhou ao lado, piscou, fechou- se.
Contudo notou noutro olho (o meu)
Puro desejo.
Além de desejo,
Possui luz,
Um torpôr de reveillon.
Entretanto, em lágrimas
Molhado de amor.
Encarou- me fulminante
e deu- me a nuca.

"Minha loucura é exatamente pura, a medida em que minha sanidade é invariável bruta"
os olhos vermelhos demonstram o choro amarrado
um susto um soluço agora um pranto irrepresado
tudo o que sente é sofrimento cerrado
a busca da lembrança do que não lhe foi
uma água uma cerveja um beijo um oi
a força do canto de uma voz macia
a canção popular que de saudade vicia
sonhos contaminados de melancolia
aqui meu desejo que a vida se transforme em harmonia


by cláudio bettega, em 11.09.2007

domingo, 2 de setembro de 2007

Abro todas as janelas
que me ofereçam você na paisagem
quero te ver no campo
na cidade
na miragem
Empreendo todas as estratégias
que te façam cair na minha rede
por você sinto amor
fome
sede
Te dou de presente meu eu
pra você me amar como eu te amo
pra você ser minha
como sou teu

by cláudio bettega, em 20.07.2005