sexta-feira, 2 de maio de 2008

Espalhou-se pela noite e pisou seus passos por terrenos esparsos. Soltou o grito das perdidas aflições e perdeu-se por entre as cachaças dos mendigos. Rendidos, seus olhos admiraram as luminárias escuras e as putas ordinárias. Entrou pela primeira porta de bar que encontrou e devagar no balcão se sentou. Pediu uma cerveja gelada e logo viu uma loira delgada. Puxou um papo amigo e seu lábio no lábio dela pediu abrigo. Enxugou o último gole e saiu pela calçada abraçado à misteriosa mulher e à quente madrugada. Ou vice-versa.

by cláudio bettega, em 10.01.2007