quarta-feira, 28 de maio de 2008

A ausência, a falta pura, o medo;
o desenrolar das atitudes;
o borrar de idéias, o se contaminar
por falsas ilusões.
Tudo solto, perdido na mente,
marcando ritmicamente
ponto e contraponto.

Seus olhos refletem minha
degenerescência,
abençoando com lágrimas
meu difícil caminho.

Escuto vozes recônditas dos
velhos pesadelos,
e abraço o vento,
que me inunda de frescor e pó.

A luz, as almas, o criar;
a pena e o papiro, o dedo e a tecla;
o salto, o baque, o sentir, o pensar.
Tudo envolvendo e desenvolvendo
o mitigado, enfurecido e poético ato
de viver.


by cláudio bettega, em 11.01.1999