segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Me perdi desde a
última geada
preciso de um gole de
uma cerveja gelada
Pra sarar de
qualquer mal
só mesmo
injeção letal
pra estancar
qualquer vício
só mesmo
fosse no início
Quero beijar
os ratos do
aterro do lixo
quero apurar os
fatos que
me jogaram no abismo
Persigo tanto a
saída que
caio num pranto
sem medida
Encharco a alma de
espera e não suporto
qualquer quimera
Me arrasto pelas
veias da cidade e
não consigo encontrar claridade.
Só uma coisa me mantém vivo:
o amor pela
Bicicleta Patafísica
que eu não ganhei
quando menino.



claudio bettega, em 19.10.2009, para a peça
"como fugir de mim se só tenho saídas para dentro"