sexta-feira, 5 de junho de 2009

Folhinhas de calendário perdem-se
pelo tempo:
rasgam-se dias, meses, anos
e a história prossegue obtusa.
Testam-se bombas nucleares aqui,
invadem-se países ali,
morre-se de fome acolá...
A ampulheta não perdoa,
os corruptos não perdoam,
a corrosão não perdoa.
A bandeira jovem do ideal
é vista com sarcasmo
pelo “maduro” chefe do esquema,
esperto em seu estratagema
marginal
que abole a força
da filosofia e
da poesia.
Governar é garantir a si e aos seus
a melhor parte
pelo malandro escuso
cheio de arte.
Pelas veredas
os homens se desencontram,
a vida se desapercebe,
a esperança se desengana...



by cláudio bettega, em 04.06.2009