
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Uma dose de meia hora de teus beijos me embriagaria mais que qualquer porre de cachaça, me excitaria mais que qualquer trepada com qualquer Nicole Kidman. Quero teus lábios aquecendo e molhando os meus, quero teu carinho como meu principal deus. Desmancho um novelo de idéias puxando a ponta da linha com um olhar que te fulmine, te quero me dizendo “sou tua, me domine”. Te levo pro canto e te faço cair no pranto – lágrimas e soluços de tesão, teu corpo vibrando em combustão. Meu pulsar a te enfeitiçar, teu amor a me conquistar. Nossos humores se misturam em coquetel de paixão, nossos corpos se fundem e atingimos a imensidão.
by cláudio bettega, um dia aí...
by cláudio bettega, um dia aí...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
É com talento que
se vence o
tempo,
produz-se o
invento,
mata-se a
pasmaceira e se
muda o
comportamento.
É com talento que
se sobe ao
palco,
seja ele real ou
metafórico,
seja para se encenar
um drama ou declamar
um poema eufórico.
É com talento que um
mambembe qualquer
vive, passa a ser
estrela e nos
transfere a
mambembice.
Foi com talento,
modéstia às favas, que
compus este breve
momento de poesia,
acabando com um
tormento na minha
cabeça, que nada tem de
vazia.
by cláudio bettega, em 03.05.2007
se vence o
tempo,
produz-se o
invento,
mata-se a
pasmaceira e se
muda o
comportamento.
É com talento que
se sobe ao
palco,
seja ele real ou
metafórico,
seja para se encenar
um drama ou declamar
um poema eufórico.
É com talento que um
mambembe qualquer
vive, passa a ser
estrela e nos
transfere a
mambembice.
Foi com talento,
modéstia às favas, que
compus este breve
momento de poesia,
acabando com um
tormento na minha
cabeça, que nada tem de
vazia.
by cláudio bettega, em 03.05.2007
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
dou uma porrada
no tempo
me perco na madrugada
cheia de vento
não quero mais saber
das regras do
bem viver
quando a manhã
chegar
estarei ainda acordado
sem estar
quero uma cerveja
um beijo
um amor a me
iluminar
destituo qualquer
esquema podre
que me governe
quero a poesia
minh’alma ferve
jogo no lixo
as cascas do solfejo
prolixo
solto agora um
direto
pra derrubar qualquer
pensamento
metido a correto
by cláudio bettega, em 17.07.2005
no tempo
me perco na madrugada
cheia de vento
não quero mais saber
das regras do
bem viver
quando a manhã
chegar
estarei ainda acordado
sem estar
quero uma cerveja
um beijo
um amor a me
iluminar
destituo qualquer
esquema podre
que me governe
quero a poesia
minh’alma ferve
jogo no lixo
as cascas do solfejo
prolixo
solto agora um
direto
pra derrubar qualquer
pensamento
metido a correto
by cláudio bettega, em 17.07.2005
domingo, 22 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Texto do Otávio
Quando entrei no Pé no Palco, uma das cenas que mais me fortaleceram a vontade agora eterna de fazer teatro, foi a do Otávio Linhares com a Sol Faganello, ambos interpretando o texto abaixo. Otávio é um grande ator, e como vemos, escritor-poeta.
Teatro: espaço de realizações. Realizar: perceber. Conceber a idéia de que há algo mais dentro de um mesmo espaço, de um ambiente, seja ele, físico, mental ou sentimental.
Lugar para percepção de idéias, de sentimentos, de fisicalidades.
Lugar para a recepção de idéias, de sentimentos, de fisicalidades.
Espaço para o simples jogo dialético do aprender e do ensinar. Espaço para viver.
Não há mais lugares para viver. Não há mais lugares para sentir.
O ser humano não sabe mais ser, humano.
Todo olhar se desvia; toda mão se fecha. Os corpos não mais se tocam!
Há um afastamento, um distanciamento, um alienamento das idéias, dos sentimentos, das fisicalidades.
Sinto uma necessidade, quase sonífera, de deixar o movimento embriagante de viver passar através do tempo.
O sonho, muitas vezes, nos transporta a lugares onde não existem dúvidas e, a embriaguez, constrói idéias e sentimentos que nos transportam da realidade física para o plano dos sonhos.
O encontro entre o sonho e o real é o lugar para onde viajam as imaginações, o sentir, o ser.
Costumou-se chamar este lugar de palco da vida; local das representações; espaço onde o homem encontra o homem para ser homem; antro de orgias.
Abreviou-se, simplesmente: Teatro.
Neste pequeno recinto a céu aberto, ou não; perambulante, ou não; com ou sem cenário, figurino ou música, há a evasão do tempo. Deixa-se de lado uma das maiores “conquistas” do homem: a construção do tempo. O tempo, em si, não existe. O homem o criou para poder se domar, para regrar o espaço, para tornar-se presa de si e não poder mais viver o mundo pelo mundo, mas, pelo tempo.
Nesta pequena ágora, atravessamos o espaço físico experimentando sensações, inventando formas de comunicação acientíficas e descobrindo, cada qual ao seu jeito, a humanidade a tanto perdida pelas civilizações.
Esqueça por um breve momento a teoria e a ciência, os teóricos e os cientistas, a positividade da vida moderna, e olhe para o chão onde pisa o ator. Sinta o cheiro deste lugar. Feche os olhos por um pequeno instante e veja aonde nos leva o prazer e o êxtase de pisar este solo sacro para os antigos e cultuado pelos novos.
Teatro: racionalidade e sentimento num mesmo espaço; controle e descontrole de emoções e abstração; psiquè e corpo em perfeita harmonia. Simples brincadeira. Lúdico e cúmplice; amante e amado; fogo e água; a demanda e a espera; o Diabo e cruz. Ator e platéia.
Daqui, cruzo olhar com inúmeros pares de sonhos e vejo a grande necessidade que brota de dentro do indivíduo de sentir melhor o mundo a sua volta, de não ter vergonha, de romper valores e limites, de não se limitar à vida.
Eu aprendi que o Teatro é a melhor representação da não-animalidade urbana do homem, ou seja, da sua animalidade natural, placentária, desprovida de quaisquer valores morais e éticos limítrofes que impeçam o seu desenvolvimento natural, enquanto tal.
Estar no palco é dar vida a crianças adormecidas.
Criança não vê em preto e branco, bidimensional, unilateral. Enxerga grande e gordo o mundo. Colorido.
Chuta poça d`água em dia de sol.
Na ponta do pé pula pra pegar o céu.
Guarda o infinito numa caixa de música, fecha os olhos e é... Criança / Teatro.
Acabado o espetáculo levamos para casa um pouco de cada coisa vista, ouvida e sentida, mas, também, deixamos sentimentos no ator que jogou com o público e ele, certamente, mudará a si próprio dentro do camarim retirando a maquiagem e voltando a ser, humano.
Neste palco muitos pés cresceram; neste palco muitas lágrimas secaram – de ator e de platéia; neste palco o Teatro foi apresentado a muitos pela primeira vez; neste palco muitos fincaram raízes para serem brasileiros; neste palco, vieram e foram; neste palco, prazer e dor; neste palco, desejo de terra e céu; neste palco, pé; neste pé, no palco.
Teatro: espaço de realizações. Realizar: perceber. Conceber a idéia de que há algo mais dentro de um mesmo espaço, de um ambiente, seja ele, físico, mental ou sentimental.
Lugar para percepção de idéias, de sentimentos, de fisicalidades.
Lugar para a recepção de idéias, de sentimentos, de fisicalidades.
Espaço para o simples jogo dialético do aprender e do ensinar. Espaço para viver.
Não há mais lugares para viver. Não há mais lugares para sentir.
O ser humano não sabe mais ser, humano.
Todo olhar se desvia; toda mão se fecha. Os corpos não mais se tocam!
Há um afastamento, um distanciamento, um alienamento das idéias, dos sentimentos, das fisicalidades.
Sinto uma necessidade, quase sonífera, de deixar o movimento embriagante de viver passar através do tempo.
O sonho, muitas vezes, nos transporta a lugares onde não existem dúvidas e, a embriaguez, constrói idéias e sentimentos que nos transportam da realidade física para o plano dos sonhos.
O encontro entre o sonho e o real é o lugar para onde viajam as imaginações, o sentir, o ser.
Costumou-se chamar este lugar de palco da vida; local das representações; espaço onde o homem encontra o homem para ser homem; antro de orgias.
Abreviou-se, simplesmente: Teatro.
Neste pequeno recinto a céu aberto, ou não; perambulante, ou não; com ou sem cenário, figurino ou música, há a evasão do tempo. Deixa-se de lado uma das maiores “conquistas” do homem: a construção do tempo. O tempo, em si, não existe. O homem o criou para poder se domar, para regrar o espaço, para tornar-se presa de si e não poder mais viver o mundo pelo mundo, mas, pelo tempo.
Nesta pequena ágora, atravessamos o espaço físico experimentando sensações, inventando formas de comunicação acientíficas e descobrindo, cada qual ao seu jeito, a humanidade a tanto perdida pelas civilizações.
Esqueça por um breve momento a teoria e a ciência, os teóricos e os cientistas, a positividade da vida moderna, e olhe para o chão onde pisa o ator. Sinta o cheiro deste lugar. Feche os olhos por um pequeno instante e veja aonde nos leva o prazer e o êxtase de pisar este solo sacro para os antigos e cultuado pelos novos.
Teatro: racionalidade e sentimento num mesmo espaço; controle e descontrole de emoções e abstração; psiquè e corpo em perfeita harmonia. Simples brincadeira. Lúdico e cúmplice; amante e amado; fogo e água; a demanda e a espera; o Diabo e cruz. Ator e platéia.
Daqui, cruzo olhar com inúmeros pares de sonhos e vejo a grande necessidade que brota de dentro do indivíduo de sentir melhor o mundo a sua volta, de não ter vergonha, de romper valores e limites, de não se limitar à vida.
Eu aprendi que o Teatro é a melhor representação da não-animalidade urbana do homem, ou seja, da sua animalidade natural, placentária, desprovida de quaisquer valores morais e éticos limítrofes que impeçam o seu desenvolvimento natural, enquanto tal.
Estar no palco é dar vida a crianças adormecidas.
Criança não vê em preto e branco, bidimensional, unilateral. Enxerga grande e gordo o mundo. Colorido.
Chuta poça d`água em dia de sol.
Na ponta do pé pula pra pegar o céu.
Guarda o infinito numa caixa de música, fecha os olhos e é... Criança / Teatro.
Acabado o espetáculo levamos para casa um pouco de cada coisa vista, ouvida e sentida, mas, também, deixamos sentimentos no ator que jogou com o público e ele, certamente, mudará a si próprio dentro do camarim retirando a maquiagem e voltando a ser, humano.
Neste palco muitos pés cresceram; neste palco muitas lágrimas secaram – de ator e de platéia; neste palco o Teatro foi apresentado a muitos pela primeira vez; neste palco muitos fincaram raízes para serem brasileiros; neste palco, vieram e foram; neste palco, prazer e dor; neste palco, desejo de terra e céu; neste palco, pé; neste pé, no palco.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Ser poeta não é ser um bêbado
de alma desajustada
Ser poeta não é ser um perdido
caído na calçada
Descubro a cada dia
que minha poesia
anda muito vazia
as rimas se repetem
os sentimentos são puro eu
um eu oprimido destituído
de qualquer mar hebreu
Minhas parcas leituras
não mais me preenchem
preciso pesquisar
experimentar
aprender
subverter
ler palavras, prosas, poemas
em quantidade mais industrial
pra depois produzir
algo um pouco mais especial
Derramar lamentos
bater a cabeça no muro
não me leva a nada
não me integra no mundo
batucar teclas incontinenti
rabiscar folhas
como único modus vivendi
nada disso inova
se não houver nova moda
Como já disse uma vez
minha vida se desfez
e minha sina
é merda de rima
mas a rima está vendida
a um marasmo escroto
que beira o esgoto
se não houver maturação
labuta
amplidão
nunca poderá haver saída
da eterna lamentação
Aqui mais um poema chato
de um poeta (?) barato
que busca na poesia
a força
a magia
mas que precisa ser mais sensato
pra dobrar uma nova esquina
by cláudio bettega, em 06.03.2009
de alma desajustada
Ser poeta não é ser um perdido
caído na calçada
Descubro a cada dia
que minha poesia
anda muito vazia
as rimas se repetem
os sentimentos são puro eu
um eu oprimido destituído
de qualquer mar hebreu
Minhas parcas leituras
não mais me preenchem
preciso pesquisar
experimentar
aprender
subverter
ler palavras, prosas, poemas
em quantidade mais industrial
pra depois produzir
algo um pouco mais especial
Derramar lamentos
bater a cabeça no muro
não me leva a nada
não me integra no mundo
batucar teclas incontinenti
rabiscar folhas
como único modus vivendi
nada disso inova
se não houver nova moda
Como já disse uma vez
minha vida se desfez
e minha sina
é merda de rima
mas a rima está vendida
a um marasmo escroto
que beira o esgoto
se não houver maturação
labuta
amplidão
nunca poderá haver saída
da eterna lamentação
Aqui mais um poema chato
de um poeta (?) barato
que busca na poesia
a força
a magia
mas que precisa ser mais sensato
pra dobrar uma nova esquina
by cláudio bettega, em 06.03.2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
“Por Trás Todo Mundo é Igual - Fringe”
DIAS 20,21,23 e24 de MARÇO
SEXTA, SÁBADO, SEGUNDA E TERÇA
PÉ NO PALCO
Rua CONSELHEIRO DANTAS, 20
R$ 30,00 INTEIRA
R$ 15,00 MEIA
Os mitos greco-romanos e suas histórias permeiam há muito o imaginário do ser humano. Até mesmo Sigmund Freud utilizou-se de alguns deles para nominar em seus estudos determinados comportamentos de nossa mente. Pensando nisto, o grupo de teatro TODOMUNDONU trouxe alguns desses mitos para o Pé no Palco durante a temporada 2008 da escola, com a direção e supervisão de Alexandre Bonin, e foi uma das peças mais aplaudidas, com lotação máxima em todos os espetáculos (20 pessoas por apresentação). Foram destacados dez mitos de acordo com a criatividade dos atores, que tiveram liberdade para formularem suas cenas. O objetivo foi redimensionar a característica do mito para a existência contemporânea e diária do homem – cada ator pesquisou ao extremo seu mito, tentando avaliar como seria de fato uma figura mítica se comportando como um ser “normal”.Agora a o grupo parte para a mostra Fringe do Festival de Curitiba – 2009, carregando na bagagem a experiência de quem já tem três anos de vida e quase todos os seus integrantes profissionalizados, tendo também, inclusive, participado do festival em 2008 com montagem baseada na obra de João Gilberto Noll.
“O TEATRO É MEU PASTOR, A ARTE NÃO ME FALTARÁ”
cláudio bettega
"A única razão para o sucesso da vida na Terra é sua maleabilidade, ou seja, a sua capacidade inerente de se redefinir. Reinventar é uma necessidade humana e está diretamente ligada com a preservação da espécie. Reinventar o mundo através do teatro nos livra da mesmice, da padronização, do mundo estagnado. A vida é essencialmente resultado da criatividade anárquica com o desejo de harmonia."
fátima ortiz
"nEm A lOuCuRa Do AmOr / Da MaCoNhA dO pÓ / dO tAbAcO e Do ÁlCoOl / VaLe A lOuCuRa Do AtOr / QuAnDo AbRe-Se Em FlOr / SoB aS lUzEs Do PaLcO"
caetano veloso
DIAS 20,21,23 e24 de MARÇO
SEXTA, SÁBADO, SEGUNDA E TERÇA
PÉ NO PALCO
Rua CONSELHEIRO DANTAS, 20
R$ 30,00 INTEIRA
R$ 15,00 MEIA
Os mitos greco-romanos e suas histórias permeiam há muito o imaginário do ser humano. Até mesmo Sigmund Freud utilizou-se de alguns deles para nominar em seus estudos determinados comportamentos de nossa mente. Pensando nisto, o grupo de teatro TODOMUNDONU trouxe alguns desses mitos para o Pé no Palco durante a temporada 2008 da escola, com a direção e supervisão de Alexandre Bonin, e foi uma das peças mais aplaudidas, com lotação máxima em todos os espetáculos (20 pessoas por apresentação). Foram destacados dez mitos de acordo com a criatividade dos atores, que tiveram liberdade para formularem suas cenas. O objetivo foi redimensionar a característica do mito para a existência contemporânea e diária do homem – cada ator pesquisou ao extremo seu mito, tentando avaliar como seria de fato uma figura mítica se comportando como um ser “normal”.Agora a o grupo parte para a mostra Fringe do Festival de Curitiba – 2009, carregando na bagagem a experiência de quem já tem três anos de vida e quase todos os seus integrantes profissionalizados, tendo também, inclusive, participado do festival em 2008 com montagem baseada na obra de João Gilberto Noll.
“O TEATRO É MEU PASTOR, A ARTE NÃO ME FALTARÁ”
cláudio bettega
"A única razão para o sucesso da vida na Terra é sua maleabilidade, ou seja, a sua capacidade inerente de se redefinir. Reinventar é uma necessidade humana e está diretamente ligada com a preservação da espécie. Reinventar o mundo através do teatro nos livra da mesmice, da padronização, do mundo estagnado. A vida é essencialmente resultado da criatividade anárquica com o desejo de harmonia."
fátima ortiz
"nEm A lOuCuRa Do AmOr / Da MaCoNhA dO pÓ / dO tAbAcO e Do ÁlCoOl / VaLe A lOuCuRa Do AtOr / QuAnDo AbRe-Se Em FlOr / SoB aS lUzEs Do PaLcO"
caetano veloso
Cascas do meu solo desprendem-se
do meu pé
enquanto escalo muro alheio
na busca de um amor,
um devaneio
Caio na tentativa, ferido pelos
cacos de vidro da proteção do mundo diverso
Volto a ficar imerso
na solidão do meu território
eterno, nada transitório
Pertenço ao mundo dos sós
sem conseguir desatar meus nós
Inundo-me nas minhas próprias lágrimas
e fico a escrever as páginas
dos poemas sem razão
sem senso
sem direção
Sou um nada otário perdido a esmo
não consigo nem ser eu mesmo
by cláudio bettega, em 16.10.2006
segunda-feira, 2 de março de 2009
Poema da querida amiga Sílvia Zyla
Eis o que se anunciou:
Em meio a devoluções
Devolva minhas lágrimas.
Escrevi ontem, noite mal dormida
evidências de um fim.
Flores já quase sem cor
o aquário vazio
devolva-me as chaves.
Lágrima doce
saudades de ti
amor tão intenso.
Quantas palavras
língua maldita
aquece-me o tempo.
Procuro a saída
direita esquerda
seta alada.
Trancado em um lenço
silêncio de mártir
quase me esqueço
a senha do medo.
Manhã de setembro
gosto de café
sonhos tremendo
inverno sem frio.
Mentira morna
desespero faz eco
lugar sem espaço.
Roupa de pregos
como deslizar na areia
calçadas de mágoa.
Voltar à mesma rua
de olhos fechados
pisando nos mesmos degrais.
Sono desperto
quem me chama
despertador calado.
Campos de vozes
consciência surda
tortura cega.
Como secar os olhos
debaixo da chuva
observador disperso.
Olhos que gritam
um dia roucos
abraços de hortelã.
Cansado
tango sem par
cai a última flor...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
como pelas beiras
o alimento da
minha poesia
das minhas veias
escorre
sangue negro e
gelado
sou apenas
um perdido
um alienado
nutro o amor
bandido
pelo mundo
letrado
mas sou mais um
poeta
sem talento
pouco sei
inventar
aqui nesse meu
movimento
acho melhor largar
a caneta
fechar o caderno
e me esconder
em algum
inferno
by cláudio bettega, em 17.07.2005
o alimento da
minha poesia
das minhas veias
escorre
sangue negro e
gelado
sou apenas
um perdido
um alienado
nutro o amor
bandido
pelo mundo
letrado
mas sou mais um
poeta
sem talento
pouco sei
inventar
aqui nesse meu
movimento
acho melhor largar
a caneta
fechar o caderno
e me esconder
em algum
inferno
by cláudio bettega, em 17.07.2005
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Vê se pode!!
Num dia da minha eterna adolescência tardia, acho que lá pelo ano 2000, escrevi o texto abaixo pensando que seria o manifesto oficial do lançamento da minha poesia, ou sei lá mais do quê. Putz...
MANIFESTO POÉTICO-POLÍTICO
(Peça de protesto político, argumentação cultural e divulgação de poemas de Cláudio Bettega)
Sem se deixar questionar por nenhuma forma de coerção externa nem aderir a qualquer ideologia mal configurada, deletando os regimes de poder ultrapassados e oferecendo uma coagulação (in)formativa que almeja - sem fronteiras e sem medos e sem achaques - detonar a velha asneira encrustrada no vocabulário dos poucos incultos que dominam Brasílias e afins eu, Cláudio Henrique Franco Bettega lanço, através deste petardo literário - digitado nas teclas mágicas que dão acesso à tecnologia - meu manifesto poético-político, elaborando todo o pensamento supracitado e mais, muito mais idéias e ideais - através de rimas e sinas, versos emersos, passos e compassos, espelhos e pentelhos, sóis e alcoóis, amores e sabores, gatos e sapatos, et ceteras e coisas e tais, com o qual pretendo, também, divulgar toda a minha poesia emocional-visceral, arrancada do âmago de sofrimentos fecundos e articulações vocabulares formadas numa luta cerebral intensa que opõe resquícios de parcas leituras interessantes a outros de cultura televisiva desvirtuante, tendo como tempero (para o bem ou para o mal) uma passagem meio inútil em curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda.
E, já de cara, confesso o meu desgosto de, humano, estar submetido à condição de ser cagante, pero revelo também todo o meu orgulho de ser um ser cantante-dançante-falante-ouvinte-assistente-lente-pensante-writeante-amante-copulante-churrasqueante. Mais: revelo a minha imensa alegria de ter-me descoberto fazedor de poemas aos vinte e dois anos e, hoje, estar aqui, transmitindo sentimentos.
É, pois, na função de poeta que perpetro este manifesto, que de modo algum pode falhar e perder sua toada libertária em meio aos pedregulhos que nos lançam pelos caminhos descarados da injúria nacional, óh pobre da nossa nação desgovernada e apodrecida, aboletada que está nas mãos da eterna elite calhorda que nos oprime. Se jogam com o descalábro dia após dia, se entorpecem a opinião geral com seus coquetéis despudorados de futilidades e vacuidades culturais, respondamos com nossa história, respondamos com nossa poesia, respondamos com nossa vida, respondamos com nossa cultura, respondamos com nossa sabedoria, respondamos com nosso amor à pátria.
E se o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilha então no céu desta pátria perdida, em Curitiba as pombas da praça Santos Andrade fazem o revôo diário, anunciando o perímetro demarcatório do Paço Imperial, onde reina o presente manifestante que, em criança, já festava junto aos belos pássaros, e, hoje, os acompanha com seus pesados passos a acarinhar os solos dos calçadões da capital de todos os paranaenses.
Capital esta na qual se pensa que a cultura se resume ao diploma universitário. Não, amigos, não; folgo em dizer-vos que a cultura vai além. Ela está no desabrochar dos cérebros para a diversa leitura da vida e das artes e para o diverso mundo do laborar artístico, ou pode estar também no prazer de sentir o vento frio de julho e assistir às pombas empreendendo o revôo coreográfico de uma nova esperança urbana por entre belas araucárias. E ainda por entre os Ipês floridos, quando primavera, da praça Tiradentes, revoando atrás de restos de pipoca jogados pelo aposentado desvalido e mal pago por um sistema previdenciário injusto.
A cultura está também no orvalho da noite e na geada das frias manhãs; está, sim, nas bibliotecas, escolas e Universidades, nos exemplos dos professores e tarefas dos alunos, mas, principalmente, está na educação doméstica, nas atitudes e exemplos paternos e maternos. Está na maneira de observar o ser-humano, analisá-lo com sensibilidade, afagá-lo, tratá-lo bem. A cultura, queiramos ou não, está na mídia, seja nas peças jornalísticas ou publicitárias, seja nos programas de humor ou dramaturgia, seja na bola (dá-lhe Coxa) ou em bundas rebolantes - sendo este um de seus símbolos deletérios, por causar vários constrangimentos (morais etc.).
Quando “cultura” deixa de ser apenas o saber pedante e assume um espectro mais abrangente que o termo propõe, ela está também no brotar das manifestações artísticas, sociais e políticas populares. A cultura é Fandango, é Congada, é Frevo, é Bumba-meu-Boi, é Carnaval e é Samba ole-lê! A cultura é massa, é o povo na praça, é BRASIL!!!!!!!!!!!
Por tudo isso, cultura é in, é out, é fashion e outsider, pertence ao mainstream e ao underground; é misturar termos, línguas e linguagens, é desfilar novos conceitos e chutar os preconceitos, é desviar-se das normas e instituir novas formas. Cultura, enfim, é saber e é poder.
E por que tanto esfolo meus dedos para escrever este manifesto (amado, odiado ou desprezado?) sobre cultura, saber, poder, foder, amar, liberar o verbo e transgredir o eterno??? Ora ora ora, pelo simples e óbvio motivo de que só tiraremos nosso país do caos errante e dissonante quando distribuirmos cultura ( Saber!!! ) ao nosso povo, seja via bibliotecas, escolas, televisões, jornais, revistas ou pobres manifestos isolados. Porque, de manifesto em manifesto, podemos formar uma massa compacta de palavras que serão injetadas nos cérebros de nossa gente para serem tragadas e analisadas. Palavras, sejam elas também e principalmente semeadas através de poemas, romances, contos, fanzines, textos internéticos ou até bulas de remédio – remédio contra a falta de palavras!!!!!
E termino este manifesto metido a “pop-cult-pós-globalworld” recomendando a todos a leitura dos meus maravilhosos poemas, retirados a picareta do centro da minha lavra, vomitados qual lava do fundo das minhas vísceras, ou gerados de acordo com o clichê que o nobre leitor preferir. Espero, sem mais para o presente, serem este manifesto e este conjunto de poemas os primeiros de muitos.
TOMEM!! A POÉTICA NÃO É MAIS SÓ MINHA!
Cláudio Bettega
MANIFESTO POÉTICO-POLÍTICO
(Peça de protesto político, argumentação cultural e divulgação de poemas de Cláudio Bettega)
Sem se deixar questionar por nenhuma forma de coerção externa nem aderir a qualquer ideologia mal configurada, deletando os regimes de poder ultrapassados e oferecendo uma coagulação (in)formativa que almeja - sem fronteiras e sem medos e sem achaques - detonar a velha asneira encrustrada no vocabulário dos poucos incultos que dominam Brasílias e afins eu, Cláudio Henrique Franco Bettega lanço, através deste petardo literário - digitado nas teclas mágicas que dão acesso à tecnologia - meu manifesto poético-político, elaborando todo o pensamento supracitado e mais, muito mais idéias e ideais - através de rimas e sinas, versos emersos, passos e compassos, espelhos e pentelhos, sóis e alcoóis, amores e sabores, gatos e sapatos, et ceteras e coisas e tais, com o qual pretendo, também, divulgar toda a minha poesia emocional-visceral, arrancada do âmago de sofrimentos fecundos e articulações vocabulares formadas numa luta cerebral intensa que opõe resquícios de parcas leituras interessantes a outros de cultura televisiva desvirtuante, tendo como tempero (para o bem ou para o mal) uma passagem meio inútil em curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda.
E, já de cara, confesso o meu desgosto de, humano, estar submetido à condição de ser cagante, pero revelo também todo o meu orgulho de ser um ser cantante-dançante-falante-ouvinte-assistente-lente-pensante-writeante-amante-copulante-churrasqueante. Mais: revelo a minha imensa alegria de ter-me descoberto fazedor de poemas aos vinte e dois anos e, hoje, estar aqui, transmitindo sentimentos.
É, pois, na função de poeta que perpetro este manifesto, que de modo algum pode falhar e perder sua toada libertária em meio aos pedregulhos que nos lançam pelos caminhos descarados da injúria nacional, óh pobre da nossa nação desgovernada e apodrecida, aboletada que está nas mãos da eterna elite calhorda que nos oprime. Se jogam com o descalábro dia após dia, se entorpecem a opinião geral com seus coquetéis despudorados de futilidades e vacuidades culturais, respondamos com nossa história, respondamos com nossa poesia, respondamos com nossa vida, respondamos com nossa cultura, respondamos com nossa sabedoria, respondamos com nosso amor à pátria.
E se o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilha então no céu desta pátria perdida, em Curitiba as pombas da praça Santos Andrade fazem o revôo diário, anunciando o perímetro demarcatório do Paço Imperial, onde reina o presente manifestante que, em criança, já festava junto aos belos pássaros, e, hoje, os acompanha com seus pesados passos a acarinhar os solos dos calçadões da capital de todos os paranaenses.
Capital esta na qual se pensa que a cultura se resume ao diploma universitário. Não, amigos, não; folgo em dizer-vos que a cultura vai além. Ela está no desabrochar dos cérebros para a diversa leitura da vida e das artes e para o diverso mundo do laborar artístico, ou pode estar também no prazer de sentir o vento frio de julho e assistir às pombas empreendendo o revôo coreográfico de uma nova esperança urbana por entre belas araucárias. E ainda por entre os Ipês floridos, quando primavera, da praça Tiradentes, revoando atrás de restos de pipoca jogados pelo aposentado desvalido e mal pago por um sistema previdenciário injusto.
A cultura está também no orvalho da noite e na geada das frias manhãs; está, sim, nas bibliotecas, escolas e Universidades, nos exemplos dos professores e tarefas dos alunos, mas, principalmente, está na educação doméstica, nas atitudes e exemplos paternos e maternos. Está na maneira de observar o ser-humano, analisá-lo com sensibilidade, afagá-lo, tratá-lo bem. A cultura, queiramos ou não, está na mídia, seja nas peças jornalísticas ou publicitárias, seja nos programas de humor ou dramaturgia, seja na bola (dá-lhe Coxa) ou em bundas rebolantes - sendo este um de seus símbolos deletérios, por causar vários constrangimentos (morais etc.).
Quando “cultura” deixa de ser apenas o saber pedante e assume um espectro mais abrangente que o termo propõe, ela está também no brotar das manifestações artísticas, sociais e políticas populares. A cultura é Fandango, é Congada, é Frevo, é Bumba-meu-Boi, é Carnaval e é Samba ole-lê! A cultura é massa, é o povo na praça, é BRASIL!!!!!!!!!!!
Por tudo isso, cultura é in, é out, é fashion e outsider, pertence ao mainstream e ao underground; é misturar termos, línguas e linguagens, é desfilar novos conceitos e chutar os preconceitos, é desviar-se das normas e instituir novas formas. Cultura, enfim, é saber e é poder.
E por que tanto esfolo meus dedos para escrever este manifesto (amado, odiado ou desprezado?) sobre cultura, saber, poder, foder, amar, liberar o verbo e transgredir o eterno??? Ora ora ora, pelo simples e óbvio motivo de que só tiraremos nosso país do caos errante e dissonante quando distribuirmos cultura ( Saber!!! ) ao nosso povo, seja via bibliotecas, escolas, televisões, jornais, revistas ou pobres manifestos isolados. Porque, de manifesto em manifesto, podemos formar uma massa compacta de palavras que serão injetadas nos cérebros de nossa gente para serem tragadas e analisadas. Palavras, sejam elas também e principalmente semeadas através de poemas, romances, contos, fanzines, textos internéticos ou até bulas de remédio – remédio contra a falta de palavras!!!!!
E termino este manifesto metido a “pop-cult-pós-globalworld” recomendando a todos a leitura dos meus maravilhosos poemas, retirados a picareta do centro da minha lavra, vomitados qual lava do fundo das minhas vísceras, ou gerados de acordo com o clichê que o nobre leitor preferir. Espero, sem mais para o presente, serem este manifesto e este conjunto de poemas os primeiros de muitos.
TOMEM!! A POÉTICA NÃO É MAIS SÓ MINHA!
Cláudio Bettega
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
ESQUENTANDO PARA O FRINGE
“Por Trás Todo Mundo é Igual - 2009”
Os mitos greco-romanos e suas histórias permeiam há muito o imaginário do ser humano. Até mesmo Sigmund Freud utilizou-se de alguns deles para nominar em seus estudos determinados comportamentos de nossa mente. Pensando nisto, o grupo de teatro TODOMUNDONU trouxe alguns desses mitos para o Pé no Palco durante a temporada 2008 da escola, com a direção e supervisão de Alexandre Bonin, e foi uma das peças mais aplaudidas, com lotação máxima em todos os espetáculos (20 pessoas por apresentação). Foram destacados dez mitos de acordo com a criatividade dos atores, que tiveram liberdade para formularem suas cenas. O objetivo foi redimensionar a característica do mito para a existência contemporânea e diária do homem – cada ator pesquisou ao extremo seu mito, tentando avaliar como seria de fato uma figura mítica se comportando como um ser “normal”.Agora a o grupo parte para a mostra Fringe do Festival de Curitiba – 2009, carregando na bagagem a experiência de quem já tem três anos de vida e quase todos os seus integrantes profissionalizados, tendo também, inclusive, participado do festival em 2008 com montagem baseada na obra de João Gilberto Noll.
“O TEATRO É MEU PASTOR, A ARTE NÃO ME FALTARÁ”
cláudio bettega
"A única razão para o sucesso da vida na Terra é sua maleabilidade, ou seja, a sua capacidade inerente de se redefinir. Reinventar é uma necessidade humana e está diretamente ligada com a preservação da espécie. Reinventar o mundo através do teatro nos livra da mesmice, da padronização, do mundo estagnado. A vida é essencialmente resultado da criatividade anárquica com o desejo de harmonia."
fátima ortiz
"nEm A lOuCuRa Do AmOr / Da MaCoNhA dO pÓ / dO tAbAcO e Do ÁlCoOl / VaLe A lOuCuRa Do AtOr / QuAnDo AbRe-Se Em FlOr / SoB aS lUzEs Do PaLcO"
caetano veloso
Os mitos greco-romanos e suas histórias permeiam há muito o imaginário do ser humano. Até mesmo Sigmund Freud utilizou-se de alguns deles para nominar em seus estudos determinados comportamentos de nossa mente. Pensando nisto, o grupo de teatro TODOMUNDONU trouxe alguns desses mitos para o Pé no Palco durante a temporada 2008 da escola, com a direção e supervisão de Alexandre Bonin, e foi uma das peças mais aplaudidas, com lotação máxima em todos os espetáculos (20 pessoas por apresentação). Foram destacados dez mitos de acordo com a criatividade dos atores, que tiveram liberdade para formularem suas cenas. O objetivo foi redimensionar a característica do mito para a existência contemporânea e diária do homem – cada ator pesquisou ao extremo seu mito, tentando avaliar como seria de fato uma figura mítica se comportando como um ser “normal”.Agora a o grupo parte para a mostra Fringe do Festival de Curitiba – 2009, carregando na bagagem a experiência de quem já tem três anos de vida e quase todos os seus integrantes profissionalizados, tendo também, inclusive, participado do festival em 2008 com montagem baseada na obra de João Gilberto Noll.
“O TEATRO É MEU PASTOR, A ARTE NÃO ME FALTARÁ”
cláudio bettega
"A única razão para o sucesso da vida na Terra é sua maleabilidade, ou seja, a sua capacidade inerente de se redefinir. Reinventar é uma necessidade humana e está diretamente ligada com a preservação da espécie. Reinventar o mundo através do teatro nos livra da mesmice, da padronização, do mundo estagnado. A vida é essencialmente resultado da criatividade anárquica com o desejo de harmonia."
fátima ortiz
"nEm A lOuCuRa Do AmOr / Da MaCoNhA dO pÓ / dO tAbAcO e Do ÁlCoOl / VaLe A lOuCuRa Do AtOr / QuAnDo AbRe-Se Em FlOr / SoB aS lUzEs Do PaLcO"
caetano veloso
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quero gritar a
plenos pulmões
voz
coração
a poesia da minha
razão ou da
emoção
quero respirar o
ar
da alegria
da maestria
até
da simetria
quero a claridade
a caridade
quero um amor
saboroso
um prazer
mais que
gostoso
quero ser
eu mesmo
mesmo que
perdido
quero o
mel
esquecido
o saber
proibido
quero o sentimento
soberano
quero ser
humano
by cláudio bettega, em 19/20.01.2007
plenos pulmões
voz
coração
a poesia da minha
razão ou da
emoção
quero respirar o
ar
da alegria
da maestria
até
da simetria
quero a claridade
a caridade
quero um amor
saboroso
um prazer
mais que
gostoso
quero ser
eu mesmo
mesmo que
perdido
quero o
mel
esquecido
o saber
proibido
quero o sentimento
soberano
quero ser
humano
by cláudio bettega, em 19/20.01.2007
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
(Cor)rompo a madrugada
com a caneta
em punho em parto
desligo-me do estado absorto
e inundo meu quarto
com a poesia da
minha ilusão
do transe
da proibida paixão
Escrevo as letras
sem dó nem
piedade
cada palavra formada
me traz a
claridade
da realidade indisfarçada:
estou só e
com tal dor no
coração
que transforma em
lágrima quente
o dilema da mente
que busca a fuga
do problema
by cláudio bettega, em 27.11.2006
com a caneta
em punho em parto
desligo-me do estado absorto
e inundo meu quarto
com a poesia da
minha ilusão
do transe
da proibida paixão
Escrevo as letras
sem dó nem
piedade
cada palavra formada
me traz a
claridade
da realidade indisfarçada:
estou só e
com tal dor no
coração
que transforma em
lágrima quente
o dilema da mente
que busca a fuga
do problema
by cláudio bettega, em 27.11.2006
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
textículo
Colecionava figurinhas carimbadas de pensamentos difusos em companhia de sonhos obtusos. Queria que qualquer flor dizimasse qualquer pavor, queria a manhã cheia e a lua clara, queria a tarde alta e o sol quente. Os olhos perpassavam por todo e qualquer vulto, sua vida era perdida de minuto em minuto, sua enxaqueca doía mais no coração do que o ribombar de sangue em sua cabeça. Com pressa, então, palmilhou um caminho sem destino, ia por fora e por dentro correndo feito um menino. Se a força dos passos rápidos derramam o mel da consciência, a vida (se) nos apresentará como fôramos eminências.
by bettega, num dia desses aí...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Outra dose de Lívia Moura
Polaróide
Quisera fosses feito polaróide,
Que mesmo guardada na memória recente
Por obra do tempo, se desfigurasse,
E se desfizesse lentamente...
Quisera fosses feito polaróide,
Que mesmo guardada na memória recente
Por obra do tempo, se desfigurasse,
E se desfizesse lentamente...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
a minha poesia tem por objetivo alcançar a vibração da energia que se espraia pela humanidade num movimento centrífugo ao mesmo tempo que centrípeto e ainda visa a uma objetivação de novas dicções de forma e estilo sempre valorizando o verbo significativo que derrama o sentimento caudaloso pelo extremo vácuo das almas alienadas por um sistema injusto que dilapida o sentimento como forma única de acasalamento das emoções mundanas...o meu teatro está caucado na teoria do teatro-pós dramático que observa o ator em cena dentro de um panorama de riqueza de linguagens abordando assim diferentes vertentes de dramatização sem ou com texto sem ou com trilha sem ou com teatro
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
entre mortos e feridos
poemas rotos ou ferinos
anúncios de bares sujos ou grã-finos
blogs cult ou maltrapilhos
quero mesmo é ouvir os
meus ouvidos
saber o que eles dizem
sobre toda a sorte de poesia
ler o que eles leram
na grande sabedoria
atuar como eles atuam
na perfeita dramaturgia
e ao final do dia
quando eu estiver mais informado
vou pisar os pés pesados
numa calçada qualquer de Curitiba
pra ver se encontro um amigo
daqueles da antiga
que me acompanhe
numa conversa camarada
regada à muita água
quero parar de beber o álcool
que me deixa delirante
porque dia 21 tem estréia no palco
e preciso mesmo é estar confiante
by cláudio bettega, em 13.11.2008
poemas rotos ou ferinos
anúncios de bares sujos ou grã-finos
blogs cult ou maltrapilhos
quero mesmo é ouvir os
meus ouvidos
saber o que eles dizem
sobre toda a sorte de poesia
ler o que eles leram
na grande sabedoria
atuar como eles atuam
na perfeita dramaturgia
e ao final do dia
quando eu estiver mais informado
vou pisar os pés pesados
numa calçada qualquer de Curitiba
pra ver se encontro um amigo
daqueles da antiga
que me acompanhe
numa conversa camarada
regada à muita água
quero parar de beber o álcool
que me deixa delirante
porque dia 21 tem estréia no palco
e preciso mesmo é estar confiante
by cláudio bettega, em 13.11.2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cláudio em Cena
“Por Trás Todo Mundo é Igual”
Os mitos greco-romanos e suas histórias permeiam há muito o imaginário do ser humano. Até mesmo Sigmund Freud utilizou-se de alguns deles para nominar em seus estudos determinados comportamentos de nossa mente. Pensando nisto, o grupo de teatro TODOMUNDONU trouxe alguns desses mitos para o teatro Pé no Palco, com a direção e supervisão de Alexandre Bonin.
Serão dez mitos encenados de acordo com a criatividade dos atores, que tiveram liberdade para formularem suas cenas. O objetivo foi redimensionar a característica do mito para a existência contemporânea e diária do homem – cada ator pesquisou ao extremo seu mito, tentando avaliar como seria de fato uma figura mítica se comportando como um ser “normal”.
A montagem promete ainda surpresas no Pé no Palco, ambientando cenas em espaços e situações inusitadas, hora com drama, hora com humor. O espetáculo parte ano que vem para o Festival de Curitiba.
O grupo TODOMUNDONU tem três anos de vida e já conta com quase todos os seus integrantes profissionalizados. A primeira montagem foi a peça “Opus”, grande sensação da temporada do Pé no Palco em 2006, que voltou ao cartaz em 2007 e chegou a ganhar o festival de Colombo nas categorias melhor direção e espetáculo. A peça – com texto de autoria do diretor Alexandre Bonin – alinhavava personagens do imaginário de Raul Seixas e suas músicas, chegando a ter a capacidade máxima de público em boa parte das suas apresentações.
No final de 2007, o grupo debruçou-se sobre a obra de João Gilberto Noll, utilizando-se de alguns contos curtos do autor para elaborar o espetáculo “Mínimos Múltiplos Comuns”, que teve grande repercussão tanto no espaço Pé no Palco quanto também no Festival de Curitiba deste ano.
Serviço: “Por Trás Todo Mundo é Igual”
Dias 21,22,28,29 de novembro e 5,6 de dezembro
20 reais e 10(meia entrada)
Pé no Palco: Rua Conselheiro Dantas, 20
Bairro: Rebouças
Os mitos greco-romanos e suas histórias permeiam há muito o imaginário do ser humano. Até mesmo Sigmund Freud utilizou-se de alguns deles para nominar em seus estudos determinados comportamentos de nossa mente. Pensando nisto, o grupo de teatro TODOMUNDONU trouxe alguns desses mitos para o teatro Pé no Palco, com a direção e supervisão de Alexandre Bonin.
Serão dez mitos encenados de acordo com a criatividade dos atores, que tiveram liberdade para formularem suas cenas. O objetivo foi redimensionar a característica do mito para a existência contemporânea e diária do homem – cada ator pesquisou ao extremo seu mito, tentando avaliar como seria de fato uma figura mítica se comportando como um ser “normal”.
A montagem promete ainda surpresas no Pé no Palco, ambientando cenas em espaços e situações inusitadas, hora com drama, hora com humor. O espetáculo parte ano que vem para o Festival de Curitiba.
O grupo TODOMUNDONU tem três anos de vida e já conta com quase todos os seus integrantes profissionalizados. A primeira montagem foi a peça “Opus”, grande sensação da temporada do Pé no Palco em 2006, que voltou ao cartaz em 2007 e chegou a ganhar o festival de Colombo nas categorias melhor direção e espetáculo. A peça – com texto de autoria do diretor Alexandre Bonin – alinhavava personagens do imaginário de Raul Seixas e suas músicas, chegando a ter a capacidade máxima de público em boa parte das suas apresentações.
No final de 2007, o grupo debruçou-se sobre a obra de João Gilberto Noll, utilizando-se de alguns contos curtos do autor para elaborar o espetáculo “Mínimos Múltiplos Comuns”, que teve grande repercussão tanto no espaço Pé no Palco quanto também no Festival de Curitiba deste ano.
Serviço: “Por Trás Todo Mundo é Igual”
Dias 21,22,28,29 de novembro e 5,6 de dezembro
20 reais e 10(meia entrada)
Pé no Palco: Rua Conselheiro Dantas, 20
Bairro: Rebouças
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Dentro do silêncio
procuro o perdido
tempo
que me faltou
em tempos idos.
Meus olhos
tentam penetrar o
escuro e meus pés,
combalidos,
querem o descanso
merecido.
Me desanimo por
nada encontrar,
solto um grito
indefinido
quebrando o silêncio,
que faz do meu
tempo perdido
um tesouro
protegido.
by cláudio bettega, em 26.12.2006
procuro o perdido
tempo
que me faltou
em tempos idos.
Meus olhos
tentam penetrar o
escuro e meus pés,
combalidos,
querem o descanso
merecido.
Me desanimo por
nada encontrar,
solto um grito
indefinido
quebrando o silêncio,
que faz do meu
tempo perdido
um tesouro
protegido.
by cláudio bettega, em 26.12.2006
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Abstrato ser, te idolatro no amanhecer, durante o dia todo e te amo mais no anoitecer. Sua força me mantém vivo, tu és o sol que eu persigo e a lua que quero comigo. Quanto mais te venero, mais me sinto algo vero, mais saio da fluidez e atinjo a rigidez. Meus veios de caminho são encostas do teu carinho, me prego nas tuas costas e não me sinto mais sozinho.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Leva contigo a última palavra
Do amor e magia que te dei dia a dia
Meu consolo é a voz que tu gravas
Neste último momento da nossa alegria.
Ficarei eu aqui, trôpego, a declarar meu desencanto
Aos ventos e poeiras e samambaias e ventarolas
Poeta perdido, armarei meu canto
A fim de declamá-lo na última marola.
Mas se quiseres novamente receber meu carinho
Terás que provar que não estás avessa
A ficar aqui no nosso ninho
E viver o amor dos pés à cabeça.
Desertora que te mostras agora
Penso, no entanto, que nada mais queres
A não ser tomar o rumo de fora
Deste casulo encantado que envolveu nossos seres.
by cláudio bettega, em 21.07.2005
Do amor e magia que te dei dia a dia
Meu consolo é a voz que tu gravas
Neste último momento da nossa alegria.
Ficarei eu aqui, trôpego, a declarar meu desencanto
Aos ventos e poeiras e samambaias e ventarolas
Poeta perdido, armarei meu canto
A fim de declamá-lo na última marola.
Mas se quiseres novamente receber meu carinho
Terás que provar que não estás avessa
A ficar aqui no nosso ninho
E viver o amor dos pés à cabeça.
Desertora que te mostras agora
Penso, no entanto, que nada mais queres
A não ser tomar o rumo de fora
Deste casulo encantado que envolveu nossos seres.
by cláudio bettega, em 21.07.2005
terça-feira, 14 de outubro de 2008
chegou o calor à nossa primavera
quero inebriar-me de pomos suculentos
e colher ipês amarelos em praças e avenidas
o suor de cada êxtase, de cada transe
é um convite a um gole refrescante de envolvimento
não preciso mais dos dias gelados da minha gélida urbe
agora vou curtir teatro até o final de novembro
pisar o pé no palco, no tablado encantado
trabalhar o ator do ator em mim
apreciar meus companheiros, meus colegas de sonhos
na lida abençoada e poética da nossa vida
e agradecer ao público a doce acolhida
by cláudio bettega, em 14.10.2008
quero inebriar-me de pomos suculentos
e colher ipês amarelos em praças e avenidas
o suor de cada êxtase, de cada transe
é um convite a um gole refrescante de envolvimento
não preciso mais dos dias gelados da minha gélida urbe
agora vou curtir teatro até o final de novembro
pisar o pé no palco, no tablado encantado
trabalhar o ator do ator em mim
apreciar meus companheiros, meus colegas de sonhos
na lida abençoada e poética da nossa vida
e agradecer ao público a doce acolhida
by cláudio bettega, em 14.10.2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Não quero mais que você me veja
na companhia de um copo de cerveja
sou mais que isso
tenho mais substância
embora esteja perdido na inconstância
Minha vida tomou rumos estranhos
e não sei quais são os verdadeiros ganhos
que possam me submeter
à uma escalada para reverter
o quadro marginal
Mas vou por aí,
tentando fazer pelas estradas
alguma poesia original
by cláudio bettega, em 10.10.2008
na companhia de um copo de cerveja
sou mais que isso
tenho mais substância
embora esteja perdido na inconstância
Minha vida tomou rumos estranhos
e não sei quais são os verdadeiros ganhos
que possam me submeter
à uma escalada para reverter
o quadro marginal
Mas vou por aí,
tentando fazer pelas estradas
alguma poesia original
by cláudio bettega, em 10.10.2008
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