quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

quero um cartão corporativo pra gastar na fnac!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

DO FORNO

Tórrido o
sol que me
esgota
escorcha
entardece
Suor gota a
gota
me umidece
Deito na rede
arranho a
parede
Um pouco de
água pra matar
a sede



by cláudio bettega, em 06.02.2008

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Desmembro-me atônito do centro de gravidade que me imperra e faz-me um mais um quero voar na arte plena seja em forma de teatro pira poema navegar em mar agitado enfrentar com convés limpo velas erectas idéias provectas quero viver no pensamento cheio de embasamento um largo sorriso amigo abrigo contigo estou no lado de lá e de cá vamos juntos cauterizar feridas com baba de arte vamos aprofundar o mundo de que fazemos parte sorvê-lo num segundo criemos depois nosso mundo todo profundo sem restolho de objetivo imundo vamos encarar a expressão espalhar talento em alta dimensão verter sentimentos em pura inquietação.


by cb.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Dispara teu grito,
poeta!
separa o joio do trigo –
difunde a palavra
linda e exata e
aborta a palavra
podre e bizarra.
Dá mãos à magia,
poeta!
cria tua poesia e
explode o mundo com a
mais forte alquimia.
Borbulha teu sangue,
poeta!
jorra qual vulcão
teu quente interior
inundado de sabedoria
e emoção.
Venera a arte,
poeta!
declama teu libelo
nos palcos e nas vias,
em manhãs quentes
ou noites frias.
Ama a vida,
poeta!
esteja vivo para sonhar
em mudar o mundo
com teu sentimento
fecundo.


by cláudio bettega, em 24.07.2005


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O teatro pobre

No teatro pobre, o ator deve compor uma máscara orgânica, através dos seus músculos faciais; depois, a personagem usará a mesma expressão, através da peça inteira. Enquanto todo o corpo se move de acordo com as circunstâncias, a máscara permanece estática, numa expressão de desespero, sofrimento e indiferença. O ator multiplica-se numa espécie de ser híbrido, representando seu papel polifonicamente. As diferentes partes do seu corpo dão livre curso aos diferentes reflexos, que são muitas vezes contraditórios, enquanto a língua nega não apenas a voz, mas também os gestos e a mímica.
Todos os atores usam gestos, atitudes e ritmos extraídos da pantomima. Cada uma tem a sua silhueta própria, irrevogavelmente fixada. O resultado é uma despersonalização das personagens. Quando os traços individuais são removidos, os atores transformam-se em estereótipos das espécies.
Os mecanismos de expressão verbal foram consideravelmente aumentados, porque todos os meios de expressão vocal são usados, desde o confuso balbucio de uma criança muito pequena até a mais sofisticada declamação retórica. Ruídos inarticulados, rosnar de animais, suaves canções folclóricas, cantos litúrgicos, dialetos, declamação de poesia: tudo está aqui. Os sons são intercalados de uma forma complexa, que devolve à memória todas as espécies de linguagem. Estão misturados nessa nova Torre de Babel, no estrondo de pessoas e línguas estrangeiras que se encontram antes do seu extermínio.
A mistura de elementos incompatíveis, combinada com a distorção da linguagem, provoca reflexos elementares. Resíduos de sofisticação são justapostos a comportamentos animais. Meios de expressão “biológicos” são ligados a composições bastante convencionais.


Jerzy Grotowski

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sobre política, do baú.

Revendo meus arquivos, achei esse texto meu dos tempos da polêmica do mensalão.

A ARTE DA BARGANHA

Enxergo a Política como uma arte. Ultimamente, estou lendo “A Política”, de Aristóteles, “A República”, de Platão, já li “O Príncipe” de Maquiavel há muito tempo, assim como “O Manifesto Comunista”, de Marx e Engels. Preciso ler “O Capital”, também de Marx, que, a despeito de ser uma crítica ácida e revolucionária ao capitalismo, é respeitado até pelos economistas de direita como uma análise precisa das relações sociais nesse sistema.
Como sou um ser de humanidades - estudo teatro, escrevo poemas, estudei comunicação – tenho obrigação de ler todas as obras importantes relacionadas à filosofia, à política e à sociologia. Confesso que comecei tarde – na faculdade tinha mais interesse em literatura, livros de comunicação, comerciais de televisão, filmes e jornais e revistas do que em ler obras fundamentais para o espírito humanista.
Pois então, dentro da minha parca aventura humanista nesta vida, e dentro do contexto atual de formação da sociedade, não vejo outro meio de desenvolvê-la se não pela política como arte. Eu falo da necessidade de teorizar as relações e depois humanizá-las e até espiritualizá-las. Hoje, acho que os governos deveriam ser compostos por profissionais de administração pública, sociologia, psicologia, direito etc, eivados de espírito político, e não apenas por políticos sem formação, que acreditam apenas nas conversas de bastidores.
Mas já que atuamos dentro do processo democrático de voto, elegendo as pessoas que nos governam, tenho que aceitar e analisar dentro desse processo. Pois bem: Fernando Henrique foi uma enorme decepção para mim. Apesar de não ter votado nele, esperava que o sociólogo de estirpe que é não fizesse apenas trabalho de base macroeconômico, favorável ao grande sistema, mas tivesse uma política social contundente.
E o PT foi a maior decepção política da minha vida. Um partido de base social e intelectual, agrupando prática sindical de peões com teóricos de universidade, que sempre discursou pela ética na política, de repente assume o poder e mimetiza-se dentro do corriqueiro do poder. Minha esperança de ver a arte da retórica social (mesmo que com os defeitos gramaticais do Lula, o que interessa aí é o conteúdo) ser transformada em ação, plantando o resultado de debates em busca da colheita na ação social, foi toda diluída por uma política suja e corrupta, igual às anteriores.
Concordo que todos os cidadãos devem participar politicamente para o progresso. A cada parafuso apertado, a cada cirurgia, a cada peça de teatro montada, a cada poema escrito, a cada defesa de réu, estamos agindo politicamente pela transformação. E devemos ir além. Eu, por exemplo, ainda sou apenas estudante de teatro, mas pretendo fazer no futuro ações voluntárias em hospitais de crianças, escrevendo e atuando em peças educativas e de diversão, para animar as crianças carentes e doentes.
Mas acho que isso só, o nosso lado, não basta. Precisamos de uma ordem política moralizada, gerida por governantes cônscios da necessidade do ideal, e não apenas da bravata. Ontem, vendo um pedaço do depoimento do Roberto Jefferson, me ficou claro que todos os políticos têm a consciência do processo todo carcomido, e mesmo assim se locupletam a partir dele, seja em doações de campanha ou em balcão de negócios no poder. Está ficando cada vez mais claro que o desejo dos que lá chegam é o de se perpetuar no poder não pelo prazer idealista de ajudar a sociedade a se transformar, mas pelo prazer de ter esse poder e receber mordomias.
Esperava, real e ingenuamente, que ex-guerrilheiros, ex-sindicalistas, acadêmicos etc tivessem senso de ideal para a mudança. Não, são mais do mesmo, são os novos meros artífices da arte da barganha.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ai, que saudades do palco!!!!

DIONÍSIO – Nome grego de Baco.

DIONÍSIAS OU DIONISÍACAS – Festas em honra a Dionísio (Baco), o deus do vinho. Na Frígia e na Trácia eram caracterizadas por sacrifícios humanos e orgias. Na Grécia, embora o caráter orgíaco fosse conservado, a vítima era um animal. Dessas festas destacavam-se as Antesterias, onde se provava o vinho novo; as oscoforias, que acompanhavam a colheita. As Grandes Dionísias ou festas urbanas celebravam-se no mês de março e possuíam também caráter artístico. Nelas, além do canto e da dança, havia representação de cenas mitológicas da vida de Dionísio. A tais festas liga-se a origem da tragédia e da comédia. As pequenas Dionísias ou Dionisíacas Campestres eram comemoradas em dezembro, após a vindima.

BACANAIS – Festas romanas celebradas em honra de Baco. Embora não fossem iguais em todas as regiões, identificavam-se sempre pelo caráter orgíaco e pela presença de mulheres tomadas de delírio.

BACANTES – Seguidoras de Baco. Acompanhavam-no em suas viagens à Índia. Não eram sacerdotisas, mas ocupavam lugar de destaque na religião e no culto a esse deus. Empunhavam o tirso, espécie de lança enramada de hera. Cobertas apenas por peles de leão, celebravam as orgias com gritos e danças desnorteadas. Mergulhavam em êxtase ístico e adquiriam uma força prodigiosa, de qe muitos heróis foram vítimas. Também eram chamadas Mênades.

BACO - Nome latino de Dionísio. Deus do vinho e da embriaguez, da colheita e da fertilidade. Sua lenda é complexa porque reuniu elementos diversos, tomados da Grécia e de países vizinhos. Filho de Júpiter e Sêmeie, foi educado no vale de Nisa pelas Ninfas, segudo a tradição mais corrente. Já adulto, descobriu a vinha e seu uso. Enlouquecido por Juno, andou errante pelo Egito, pela Síria e pela Frigia, onde a deusa Cibele o iniciou em seu culto.
Em todos os países, ensinava aos homens o trato da videira e a fabricação do vinho. Fatigado de tantas viagens, voltou à Grécia e recuperou a sanidade graças a Cibele. Na Trácia foi mal recebido pelo rei Licurgo, a quem puniu severamente. Em seguida, chegou à Índia, país que conquistou pe;a força de suas armas e por seu poder místico. Montava um carro puxado por panteras e ornado de ramos de videiras e hera. Acompanhava-o um cortejo de Sátiros e Bacantes. Voltando à Beócia, introduziu em Tebas as Bacanais. Penteu, o rei da cidade, opôs-se ao seu culto e ele, como de costume, lançou mão do vinho para impor-se; embriagou as mulheres e levou-as a matar o soberano. Em Orcômeno, onde reinava Mínias, procurou convencer o povo a juntar-se à comitiva do vinho. As filhas do rei, Alcítoe, Arsipa e Leucípa, recusaram-se a acompanhá-lo e receberam atroz castigo. Quando andava por uma praia, Baco foi raptado por piratas, que acabaram transformados em delfins; só escapou Acetes, que se opusera ao plano dos companheiros. O deus dirigiu-se em seguida à ilha Naxos, onde esposou Ariadne. Por fim, adquiriu o direito de participar da assembléia olímpica. Desceu aos Infernos e recuperou Sêmele, levando-a para a comunidade divina com o nome de Tione. Os gregos consideram Baco protetor das belas-artes, em particular do teatro, originado nas representações que faziam por ocasião das festas em honra ao deus.

Constantin Stanislavski

Stanislavski é um importante dramaturgo e teórico do teatro. Um pouco das palavras dele:


“ O ator vive, chora e ri em cena e, o tempo todo, está vigiando suas próprias lágrimas e sorrisos. É esta dupla função, este equilíbrio entre a vida e a atuação que faz sua arte.”


“Todo artista verdadeiro, enquanto estiver em cena, deve focalizar toda a concentração criadora unicamente no superobjetivo e na linha direta da ação, no seu sentido mais amplo e profundo. Se eles estiverem certos, tudo o mais será feito, subconscientemente, miraculosamente, pela natureza. Isto se dará sob a condição de que o ator recrie seu trabalho, cada vez que repetir o papel, com sinceridade, verdade e retidão. Só assim poderá sua arte livrar-se da atuação mecânica e estereotipada, dos truques e de todas as formas da artificialidade. Se o conseguir, terá ao seu redor, em cena, gente de verdade e vida verdadeira e uma arte viva, purificada de todos os elementos degradantes.”

sábado, 19 de janeiro de 2008

estou na lan
pensando no amanhã
que será que será
quem me dera ser
quero no mínimo
amanhecer...
depois eu enfrento o resto
e paro de achar
que não presto

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

by cláudio bettega, em 18.12.2004

Um mar revolto de rosas despetaladas me faz naufragar num sonho de algodão. O riso fácil da frase volátil e a descoberta da rima esperta. Fácil o agudo medo do medo de ser o que se é e o que o poeta quer. Meus olhos querem derramar as lágrimas que meu peito produz em combustão. Quanto mais quero o profundo mais me perco no raso imundo. Quando o homem atingir a liberdade o foco do ator será o grande chamariz. Reponho a falta do amor e carinho com angústia e depressão. Escrevo qualquer merda para refletir a minha perda. Perco qualquer perda para encontrar o meu abrigo. Quero você em beijos e muito sexo, mas também quero ser um grande amigo. Se a tarde anuncia um vento de descompromisso, é porque o bar está aberto e me espera. Se meu olho não te encontra, será que é porque você me desconsidera? Boa noite, texto bobo, boa noite, mundo tolo, bom dia, amor e fé, bom dia, doce mulher.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

by cláudio bettega, em 11.11.2002

Could you
show me
which way
I should
go by
could you
kiss me
give me
some light
could you
let me try

I don’t want
to fear
just
to bear
I don’t want
to cry

My dreams are
the same
I am just a
thinker
lost in the
sky

But you
can help me
just being
exactly what
you are

The world
never changes
but we
could spend
our lives
in pure air

The night
belongs to us
life longs for
our evidence
that love
is the most important
god

REQUIÃO E A PARANÁ EDUCATIVA

A chamada “censura” imposta ao governador Roberto Requião pelo desembargador Edgard Lippmann Júnior, do TRF de Porto Alegre, parece-me fundamentada quando diz que uma rede pública não pode ser palanque de ataques do ocupante do cargo máximo de plantão. Podemos argumentar que realmente cheira a censura ditatorial. Mas não seria também uma forma de ditadura de Requião utilizar dinheiro público pra se promover, dizendo defender interesses do povo? Interesses do povo ou dele? Tomemos como exemplo a Tv Cultura, de São Paulo. É uma rede financiada com dinheiro do estado, mas nela não vemos palanque, vemos programas de alta qualidade, inclusive alguns infantis premiados internacionalmente pelo conteúdo pedagógico.
No Paraná temos problemas de espaço destinado a artistas locais, que poderiam abrilhantar a programação da rede pública com arte. Poderia se haver concorrências para melhores programas, até colocar um violãozinho com um poeta declamando já é mais conteúdo intelectual do que um governador perdendo as estribeiras. Não, não quero ser eu o poetinha, há vários na cidade de Curitiba e no estado inteiro, assim como há várias companhias teatrais alijadas da notoriedade do público paranaense.
Quanto a questões políticas, creio que o governador está certo ao chamar os adversários para o debate, embora use tons intimidatórios nos convites.
E se quer divulgar o saber político, seria mais interessante aulas de teoria com professores do que ficar chamando jornalistas de apedeutas. Sempre votei em Requião, mas ele anda me entediando...

No Café do Teatro, em tempos idos

1.


um gole, uma cerveja,
um sentimento
meu momento é
de paixão
não consigo mais
dizer não
estou no bar, estou
em qualquer lugar
estou na vida
espero sua acolhida


2.

eu sonho, eu me
ponho na vida
te sinto
bela
mas você é minha
ferida
aquela que não
cicatrizou
porque você
me ignorou


3.


quero teu beijo
teu carinho
teu afago
quero um trago
de vinho
quero você
no meu ninho


4.


meu pau lateja
te deseja...
quero teu corpo,
teu líquido,
tua alma
mas me sinto insípido


5.


poderia eu te
elevar à altura
do prazer?
tudo bem...
me deixa tentar,
me deixa ser...

sábado, 12 de janeiro de 2008

Melhorou, Fernando amigo fela?


Insuspeito o grito
ensandecido
saído do peito
adormecido oprimido.
Agora é o
sentimento antes
represado
que dá ordens
num canto
rasgado
de amor,
paz e
rebeldia,
felicidade ao
clarear do
dia.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

insuspeito o grito
ensandecido
saído do peito
antes adormecido
oprimido
agora é o sentimento
represado
que dá as ordens
num canto rasgado de
amor
paz e
rebeldia
felicidade ao clarear
do dia

by cláudio bettega, em 11.01.2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

eu tava lá
perdido
menino
quando você chegou
me deu a mão
eu tão caído
logo aceitei
e já te beijei
e então
tudo agora
é mais solidão
por que apareceu
se já ia logo
embora?

by cláudio bettega, em 07.01.2008


segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

inseto peçonhento
me mordeu a coxa
fez ferida e me
deu sonolência
aranha marrom
putona
saia da minha residência
e vá tirar a mãe
da zona


by cláudio bettega, em 07.01.2008



quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

I want a great piece
of happiness
that makes the world
funny.
I want a great piece
of truth
that shows me
the right way.
and then,
when my spirit
is flying,
I just want a small piece
of love.


by cláudio bettega, em 30.08.1999

sábado, 29 de dezembro de 2007

será o último do ano???

Presto em poesia homenagem ao teu sabor
que me inebria, me leva ao êxtase, à embriagues total
como se eu tomasse gim em doses compulsivas
quase chegando ao estado letal
Amo-te a cada dia com mais fervor
que meu corpo agora depende do teu
para que minhas células fiquem vivas
e eu, ó entidade mágica!,
deixe de ser ateu
Quero para sempre nossa relação apaixonante
que nos provoca fagulhas rascantes
abrasivas fontes de mel e loucura
Quero sorver-te dos pés à cabeça
ver-te também do prazer à procura
até que meu coração estremeça
pulsando, ele bomba do sangue
que te serve de morada
sereia amada



by cláudio bettega, em 29.12.2007

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

BLOG POLÍTICO

Quem lê meu blog sabe que de vez em vez arrisco-me a comentar política, gosto do assunto, de ler a respeito. Descobri, em andanças internéticas, o blo0g da jornalista Luciana Pombo. Muito interessante, o blog comenta a política paranaense, com mais ênfase, e a nacional. A Luciana tem uma resitência de esquerda com a qual me identifico, e julgo necessária. Passem lá. http://www.lucianapombo.blogspot.com

Do forno

Sinto-te tão bela neste momento só nosso
Que não sei se me fazer também lindo posso
Quero sim te proporcionar alegria e prazer
Quero sim que me leves ao mais profundo viver

O amor nos é caro, a tristeza algo raro
O inebriante fulgor nos toca a pele
O cheiro da nossa paixão domina o ambiente
Não há nada de mal que nos interpele

Somos agora um, fundidos no sentimento
Que prova o nosso mais real contentamento
Ah, como te amo, ah como que quero


Tanto devoto-me a ti que extasiado berro
A maior graça que tenho na vida
Que é tua eterna e fiel acolhida



em 28.12.2007, by cláudio bettega

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

No mais, no mais...

..., vamos nós, então, virar o ano, refazer os planos, desejar que não haja perdas e danos. Vamos sonhar com o belo, reverenciar o que amamos, voar pelos ventos e sentir que lá chegamos. Queremos que nada seja menos, queremos a felicidade levada aos extremos. O altar das galáxias nos prende ao pedido de que venha o que nos baste sem nada ser carcomido. Eu, de minha parte, quero saúde, ela anda me faltando, a falta dela anda me emperrando. O resto, ah, o resto a gente inventa, a gente tenta conciliar, a gente tenta amaciar, correndo ou andando. Quero a arte, quero a leitura, quero a poesia e toda sua brandura. Quero também a prosa, quero também o teatro, quero poder caminhar com meu sapato. Sim, ficarei de molho, vou ali pro spa dar uma emagrecidinha e depois operar o pé. Mas vai dar ele, vai dar sim, minha história não chegou ao fim, tá só começando, ainda tenho muito pra no palco viver encenando. Sem contar os outros livros que ainda vou lançar. Sem contar que a imaginação me é farta e me leva a compulsiva criação. Feliz 2008, meu amor, que nada venha com pesadelo nem dor. Quer tudo seja lindo, e que teu sucesso seja sempre infindo.

Cláudio Bettega.

sábado, 22 de dezembro de 2007

JINGLE BELLS

O natal aqui em casa ficou mais alegre. Tenho uma sobrinha-afilhada de dois anos, a Laura. Ela ainda tem medo de papai-noel, não fora isso eu me vestiria de velhinho. Imagine ela vendo o tio de Santa Claus, ia matar na hora quem estava em baixo das roupas, esperta como é. Pois é, minha responsabilidade aumentou, sou “padinho” de um docinho. E o natal vai ser legal, veja só. E o ano que vem também, e vários anos a seguir. Vamos então seguir a vida, imaginando sempre que ela pode ser mais alegre. De repente aparece alguma coisa nova, e ficamos mais felizes. Saúde, paz e prosperidade são de praxe desejar. Desejo então. E desejo muito mais. Pense na meia-noite do dia 24 pro 25 no nascimento do revolucionário que deu a data para a exploração comercial e religiosa. Pense nele como um cara legal, não apenas como um mártir pagador de pecados. Pense no espiritualismo, se você acredita em Kardec como eu. Se não, pense no que você quiser pensar, mas pense positivo. Pense puro. Pense autêntico. E torça pra que tudo seja sempre lindo. Pra você, pra todo mundo, até pro George W. Bush, tadinho, ele precisa. Feliz natal. Maravilhoso ano novo. Seu amigo Cláudio Bettega está sempre aqui. Beijos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

ver você
e não mais saber
do que me faz
andar pra
traz
sentir você
e conhecer
o prazer extremo
do extremo
querer
amar você
e ir além
do real comum
ficar bem
zen
fundir-me a você
sem me confundir
deixar apenas
todo o sangue
fluir


by cláudio bettega, em 11.12.2007


quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

tudo o que penso
é no movimento
intenso
de um ato
de teatro
de uma cena
de cinema
mesmo que tenha de
viver
só com sanduíche
barato
minha vida
quer esse parto
que faz nascer
arte
difusa
confusa
profusa
assim ou assada
tudo bem
o importante
é ir além
carregar a dignidade
até com vaidade
se o for o caso
só não pode
haver atraso
nem pensamento raso
quero o palco
quero o set
quero muito
sempre embalado
por minha amiga
poesia
na alegria
ou na agonia

by cláudio bettega, em 06.12.2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Cláudio em Cena na Telona

Estou no filme "Três Notas para um Bossa", dos alunos de cinema do Centro Europeu. Lançamento sexta -feira, 20 horas, na Cinemateca. entrada franca.


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Matamos a pau nas últimas apresentações. Domingo tivemos a platéia mais receptiva que, com risadas, nos emanava mais energia para emanarmos mais magia teatral. Amo meus amigos do grupo TODOMUNDONÚ, que partirão com a peça para o fringe. Vou parar por uns tempos pra cuidar da sáude, preciso operar o pé como consequência de outra cirurgia mal feita, depois de tê-lo quebrado, preciso emagrecer, fortalecer o corpo.... Mas estarei em pensamento e alma com meus amigos, e devo voltar aos palcos no fim do ano que vem. Nesse período, estudarei muita teoria. Meus amigos são Aaron, Amaranta, Andressa, Débora, Ithamar, Júnior, Magali, Maíra, Mima, Ricardo, o diretor Alexandre Bonin e também Mauro Mueller, que escreveu essa pérola na sua coluna no site Altos Agitos.
EU APRENDO ESSE TEATRO
ONDE MENTIMOS DE VERDADE
FINGIMOS SEM MALDADE
BRINCAMOS COM O CORPO
JOGAMOS COM A MENTE
GRITAMOS DE LEVE AS PALAVRAS
EU APRENDO ESSE TEATRO
DA BOCA PARA DENTRO
DA ALMA PARA FORA
COMA AUTORIZAÇÃO DE DEUS
REMOVE PRECONCEITOS
REMOVE HISTÓRIAS
EVITA O ÓBVIO
LEVITA A MENTE
EU APRENDO ESSE TEATRO
QUE IMITA A ARTE DA VIDA
QUE IRRITA OS PALCOS
QUE PROVOCA AO MÁXIMO
VEJO O MUNDO
SEM VENDAR MINHA VIRTUDE
VENDO UM FUTURO
TENHO O TEATRO COMO ALMA

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

by cláudio bettega, em 10.08.1998

Cleidenarda saiu. Quis sair, então saiu. Talvez não devesse, quem sabe mesmo não pudesse, mas não adianta, quis sair, saiu. Saiu Cleidenarda, Cleidenarda saiu. Saiu e saiu, pronto. Assim, pelo portão, como todo mundo. De blusa, calça e sapato ela saiu. E quando saiu, assim, pelo portão, de blusa, calça e sapato, Cleidenarda foi em direção ao ponto de ônibus. Como todo mundo ela foi, caminhando, olhando em volta e tudo o mais. Foi. Saiu, passou pelo portão e foi ao ponto de ônibus. E quando lá chegou, ao ponto, depois de passar pelo portão vestindo blusa, calça e sapato e caminhar olhando em volta, Cleidenarda começou a esperar o ônibus. No ponto, Cleidenarda esperava o ônibus, ônibus desses grandes, com roda, motor e carroceria. Carroceria bem grande, porque o ônibus que Cleidenarda estava esperando, depois de sair pelo portão e caminhar até o ponto, era grande, bem grande, desses que carregam gente. Essa gente que vai no ônibus grande que Cleidenarda estava esperando no ponto, depois de sair pelo portão e caminhar, deve também sair, do mesmo jeito que Cleidenarda, passando pelo portão, de roupa e tudo. E depois deve caminhar olhando em volta e chegar ao ponto. Aí, quando chega ao ponto, todo mundo espera o ônibus e entra nele, onde cabe bastante gente, porque ele é bem grande. E todo mundo que entra no ônibus é gente, mas lá dentro vira gado, porque o motorista é grosso.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

sábado e domingo detonei. detonamos todos. sábado bom público, domingo pouquíssimo. ontem, segunda, também pouco público. e, de acordo com nosso diretor, joguei meus textos fora. tava muito mal. mas estou felicíssimo por poder estar exercitando teatro nesse grupo lindo que é o TODOMUNDONÚ, duca em todos os aspectos. e merda pra nós, que sexta, sábado, domingo e segunda tem mais.

sábado, 17 de novembro de 2007

PUTZ!

Estréia. Textos deliciosos do João Gilberto Noll, 40 mini contos entrelaçados. Expectativa, pressão e... logo na minha primeira fala, caiu o sistema, cadê o texto, onde foi parar? Improvisar o que agora? Pendi a cabeça, sofri, retomei. Segunda fala: começou bem , dois textos colados e, no segundo... pô, de novo tilt?!, o texto, deletaram daqui? Abaixei a cabeça, me condoí comigo mesmo e continuei. Depois acertei tudo no resto da peça. Havia acontecido só uma vez, quando na montagem “Jesus Era Homem Por Isso Tinha Desejos”, de Treat Serpa, no Teatro Saltimbancos, festival de 2005. Mas na ocasião consegui improvisar bem, me safei. Participei de sete peças como ator estudante, fora quatro exercícios de meio de ano do Pé no Palco. Troquei palavras algumas vezes, esqueci outras, mas sistema cair assim... primeira vez. Espero, rara, não diria última, é mais normal do que o público pensa acontecer isso. Mas hoje tem mais, sempre é tempo de aprender e corrigir.

domingo, 4 de novembro de 2007

TODOMUNDONÚ EM CENA

Amigos, estarei no palco da escola Pé no Palco nos dias 16,17,18,19, 23, 24, 25 e 26 de novembro, ás 21 horas (segundas às 20 horas) com a peça "Mínimos, Múltiplos, Comuns". O grupo TODOMUNDONÚ, em que entrei neste ano, se debruçou sobre a obra homônima de João Gilberto Noll e, sob a direção de Alexandre Bonin, se preparou para mostrar fazer O espetáculo. TODOMUNDOLÁ!!!!!!!!

sábado, 3 de novembro de 2007

Aí está o site do Curitiba Literária, grande evento de literatura a começar segunda-feira na capital.

http://curitibaliteraria.multiply.com/

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Beijo das Orquídeas






Fui novamente ver Beijo das Orquídeas, que já saiu de cartaz, mas, segundo projeto original, se transformará em filme em 2008. A peça é muito envolvente, com renovação de interesse constante. O texto metafórico das dramaturgas Priscylla Biasi e Virgínia Bosch é de um bom gosto incrível. Trata delicadamente de uma realidade dos anos 20 no Brasil, em que o preconceito e a ignorância querem esconder as verdadeiras mazelas do patriarcado nacional. O fazendeiro (Ibrahim Mansur) tem um filho fora do casamento (Ricardo Alberti, também cenógrafo), que é seu empregado na fazenda e gerado por uma empregada, seu outro filho é gay (Júnior Ventura e Ricardo Juchem), por isso odiado, e uma de suas filhas, aparentemente esquizofrênica (interpretada por Priscylla, que assina também a direção), é na verdade a sensibilidade em pessoa, tem visões espirituais e sofre abuso do noivo (Fábio Polak) da irmã (Andressa Bianchi) que a quer longe, internada em sanatórios. A esposa do fazendeiro (Kaká Hilgert) mantém um caso com o médico da família (Ithamar Kirshner). Completa ainda o elenco Débora Corrêa, que dá vida à empregada da sede da fazenda. A trama e suas nuances envolvem o espectador e o fazem pensar sobre a condição humana, por vezes podre, por vezes iluminada. A relação entre a história dos personagens e a flor Orquídea é um poema teatral muito bem costurado. Esperamos agora ansiosamente pelo filme.



quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Escrevi isso no primeiro ano de aulas de teatro.


Desligo-me do real, busco agora o que há de fantasia no mais recôndito compartimento mental. Quero a alegoria, quero a alegria, quero a não-dor a todo custo, quero esquecer o passado torpe. Penso num gesto teatral, numa performance de movimentos e palavras em língua estranha - isso, o estranhamento, o absurdo, a desconstrução. Criar o não descritível, criar o total inaudito, criar o que pode ser feito a partir do nada, ou apenas a partir de mim mesmo, mas sem referências prévias. Criar o que o corpo e o espírito determinam. A essência do ser em busca do movimento único, que só ele pode determinar, que só o seu eu pode determinar. O indivíduo na esfera do nascimento da ação, do nascimento da inédita encenação. Fortes ou opacos, os movimentos nascem e querem cor e brandura, querem equilíbrio na sua desenvoltura. Força teatral, força da arte em estado total, anêmicos ventos de derrota se foram, vivem agora apenas flores e gestos que apaixonam.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Beijo das Orquídeas


Quando os verdadeiros loucos são os repressores. Quando a segregada é a sensibilidade em pessoa. Quando uma flor pode significar morte ou vida. Atuações bonitas de jovens atores. Direção precisa da jovem atriz e dramaturga Priscylla, que divide o texto com Virgínia. Cenário aconchegante do ator e arquiteto Ricardo. Metáforas, espíritos, poesia, teatro. No espaço 2, de quinta a domingo. Ontem foi a estréia, sábado irei novamente para poder tecer melhores comentários. Mas o que fica é: beleza.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Poemas do Aaron

Apresento aqui dois poemas de meu amigo e colega de teatro Aaron Ramathan, que além de escrever poesia, compõe músicas ao violão e atua muito bem. Merda, brother!!!!


O Vinho

De um simples gole de vinho
Abuso o copo
não tenho pena deste litro que se esvazia
e nem raiva por me deixar só
Sou simples no olhar
Sinto seu cheiro
E vou logo cantar
Desta fruta que mancha a boca
Resta a mente
Espandindo aquilo que chamo
Pensamento


Insenso

Com um perfume suave
vejo a beleza na fumaça
que hora sublime e imensa
ora retilínia e escassa
como lenços que se dobram leves
um balé de magia sopra
e ao céu, seu fluxo segue calmo
imagino a paz e a perfeita harmonia
a cinza cai como despenca um côco
vai se acabando ao som de harpas
e cada vez mais mudo
volto escutar as freiadas

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

TALENTO

É com talento que se
vence o tempo,
produz-se o invento,
mata-se a pasmaceira e se
muda o comportamento.
É com talento que se
sobe ao palco, seja ele
real ou metafórico,
seja para se encenar um
drama ou declamar
um poema eufórico.
É com talento que um
mambembe qualquer vive,
passa a ser estrela e nos
transfere a mambembice. Foi com talento,
modéstia às favas,
que compus este breve
momento de poesia,
acabando com um tormento na
minha cabeça,
que nada tem
de vazia.

em 03.05.2007, by cláudio bettega


sexta-feira, 14 de setembro de 2007

MAIS UM BROTHER POETA!!!!!!!



Conversa Cotidiana
( João Kozak)

Um olho!
Tinha retina, cristalino
e pupila (dilatada)
Me sorriu, conversou
e... beijou.
Quando se consumou,
Largou- me como mão contra o fogo.
Olhou ao lado, piscou, fechou- se.
Contudo notou noutro olho (o meu)
Puro desejo.
Além de desejo,
Possui luz,
Um torpôr de reveillon.
Entretanto, em lágrimas
Molhado de amor.
Encarou- me fulminante
e deu- me a nuca.

"Minha loucura é exatamente pura, a medida em que minha sanidade é invariável bruta"
os olhos vermelhos demonstram o choro amarrado
um susto um soluço agora um pranto irrepresado
tudo o que sente é sofrimento cerrado
a busca da lembrança do que não lhe foi
uma água uma cerveja um beijo um oi
a força do canto de uma voz macia
a canção popular que de saudade vicia
sonhos contaminados de melancolia
aqui meu desejo que a vida se transforme em harmonia


by cláudio bettega, em 11.09.2007

domingo, 2 de setembro de 2007

Abro todas as janelas
que me ofereçam você na paisagem
quero te ver no campo
na cidade
na miragem
Empreendo todas as estratégias
que te façam cair na minha rede
por você sinto amor
fome
sede
Te dou de presente meu eu
pra você me amar como eu te amo
pra você ser minha
como sou teu

by cláudio bettega, em 20.07.2005